sexta-feira, 25 de maio de 2018

CRISTIANO RONALDO VIRA SUPER HERÓI ?



Chamada 'Striker Force 7', animação será disponibilizada em diversas plataformas
Cristiano Ronaldo pode até parecer um super-herói nos gramados, mas parece o português resolveu entrar nessa de vez na onda.
A estrela do Real Madrid deve ser o mais novo personagem dos quadrinhos, no qual irá estrelar um desenho chamado “Striker Force 7”. Além da versão em quadrinhos a animação terá conteúdos disponíveis em plataformas digitais.

“Da mesma forma que o futebol conecta culturas e pessoas ao redor do mundo, acredito que grandes personagens animados e heróis podem fazer o mesmo e é por isso que estou animado para reunir essas paixões do futebol e super-heróis através deste projeto e compartilhá-lo com meus fãs”, disse Ronaldo em entrevista para o site Deadline.
Cristiano atuará como produtor executivo do projeto. Seu papel será fazer parceria com a produtora Graphic India e a empresa de marketing digital, além do gerenciamento de conteúdo VMS Communications para a criação da série.
“Cristiano Ronaldo inspirou milhões de pessoas ao redor do mundo com sua dedicação, ética de trabalho e jogo épico. CR7 é um super-herói da vida real para uma geração. E esse novo projeto reunirá uma equipe global de personagens do nosso mundo e de outros, que são representativos da diversidade de seus milhões de fãs”, explica o co-fundador da Graphic India Sharad Devarajan.

SE UM CORIGA ERA BOM IMAGINA AGORA TRÊS SAIBA TUDO AGORA

Uma das principais revoluções surgidas do lançamento da série Renascimento (Rebirth) em 2016 foi a revelação de que na verdade há três Coringas no Universo DC. Agora, quase dois anos depois, finalmente descobrimos como a DC irá lidar com essa bizarra novidade.
Durante um painel neste final de semana no evento C2E2, em Chicago, Jamie S. Rich, editor dos quadrinhos do Batman, confirmou que o roteirista Geoff Johns está trabalhando em uma história que dá continuidade à revelação dos três Coringas. Rich não deu detalhes específicos, como um título ou uma data de lançamento, mas confirmou que o artista Jason Fabok está desenhando a história. Lembrando que Fabok e Johns já haviam trabalhado juntos em Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid, em 2015.
DC Rebirth Joker teaser by various artists. (DC Entertainment)
O teaser que a DC fez para Renascimento, por vários artistas (Reprodução)

Para quem não está tão ligado no que está acontecendo nas histórias do Batman, aqui vai um breve resumo: o Homem-Morcego toma posse do Trono Mobius durante a "Darkseid War" e utiliza esse ilimitado conhecimento para finalmente descobrir a verdadeira identidade do seu maior inimigo. Entretanto, o trono apenas substitui um mistério por outro, revelando que, na verdade, há três Coringas diferentes. A questão tem ficado em segundo plano nas histórias recentes do Batman, mas finalmente será abordada, para a alegria dos leitores confusos.
Vale refletir que a existência de múltiplos Coringas certamente explicaria muito sobre o vilão, inclusive por que ele parece sempre enganar a morte, e também por que os poucos detalhes revelados sobre o seu passado são sempre tão vagos e contraditórios. Isto também poderia explicar por que sua personalidade mudou tanto ao longo dos anos. Talvez um dos Coringas se contente em ser um brincalhão bobo, enquanto os outros são mais sangue-frio e violentos.
DC Rebirth Introduces Mind-Blowing Joker Twist
O Batman ficou confuso com a revelação dos três Coringas (Arte por Jason Fabok)

O que você espera da história de Geoff Johns e Jason Fabok para o mistério dos três Coringas?

quinta-feira, 24 de maio de 2018

FAROSTES TERROS NOS QUADRINHOS E NACINOAL SAIBA TUDO AQUI

A escassez toma conta de cada milímetro do planeta. Maldições, pactos e mistérios rondam os poucos sobreviventes pelo caminho. Em um cenário pós-apocalíptico onde 90% da água do planeta não existe mais, uma caçadora de maldições transita de cidade em cidade disposta a restaurar o equilíbrio da Terra e eliminar ameaças sobrenaturais, como os temidos Corvos de Mana’Olana.
Essa é a história que acompanha a Ruiva, protagonista de Os Poucos e Amaldiçoados (The Few and Cursed), série brasileira de quadrinhos com roteiro de Felipe Cagno e ilustrações de Fabiano Neves.
A ideia surgiu em 2014, quando a dupla decidiu fazer uma história ambientada no Velho Oeste. “Eu não queria fazer algo tradicional”, conta Cagno. “Primeiro pensei em uma pistoleira, porque vemos poucas personagens femininas, e depois quis incluir o sobrenatural."
Capas de Os Poucos e Amaldiçoados
Curiosamente, Cagno diz que nunca foi fã do gênero “bang bang”, mas, enquanto morava nos EUA, teve acesso a um roteiro sobre a vida de Doc Holliday (um dos maiores nomes do Velho Oeste, conhecido por suas habilidades majestosas no pôquer e sua destreza enquanto pistoleiro).
“Aquilo ficou na minha cabeça e quando o Fabiano falou que queria fazer uma história de Velho Oeste pensei em fazer algo diferente", conta Cagno. "O plano de fundo para aquele mundo foi reflexo direto da crise hídrica em São Paulo na época: um mundo pós-apocalíptico sem água.” Foi então que a história da Ruiva, a caçadora de maldições, foi levada para um projeto maior.
Uma HQ nacional precisa vencer duas barreiras: ser descoberta e cair no gosto dos leitores
A temática do velho-oeste pode não ser tão comum para o público brasileiro – ao menos não o público mais jovem. "Os leitores de quadrinhos do Brasil ainda têm o perfil de quem lê Marvel e DC. Uma HQ nacional precisa vencer duas barreiras: ser descoberta e cair no gosto dos leitores", explica Cagno. “A faixa etária do leitor de quadrinhos no Brasil é de 30-40 anos para cima. Por isso eu sabia que o Velho-Oeste ia achar seu público aqui no país. Já por meio da pegada sobrenatural, eu poderia conquistar um público mais jovem, que adora o mistério, as aventuras. A ideia foi fazer algo diferente para o público brasileiro e só depois levar para fora."
Por meio de campanhas de financiamento coletivo via Catarse e Kickstarter, a história ganhou reconhecimento internacional. Sua última edição contou com apoio de leitores de mais de 25 países. Inclusive, recentemente Cagno publicou em seu Facebook que Ezra Miller, o atual Flash de Liga da Justiça, se interessou pela história da caçadora de recompensas durante a Comic Con de Portland.
 
Página de Os Poucos e Amaldiçoados
Acima da temática, um dos maiores atrativos de Os Poucos e Amaldiçoados é a protagonista. A Ruiva (que, segundo Cagno já teve um nome, mas acabou se consolidando com a característica) é uma mulher forte, independente e repleta de sensibilidade. "O que eu não queria para a Ruiva é que ela fosse um homem de saia”, explica Cagno. “Eu queria uma personagem forte e, sendo um roteirista homem, obviamente é difícil trazer a sensibilidade e complexidade do gênero. E a parte de ela ser forte é fácil fazer. Difícil é mostrar a complexidade e um lado sentimental que eu não conheço -- mas tento ter todo cuidado ao fazer isso", afirma.
Uma das inspirações para o quadrinho vem de Rápida e Mortal (The Quick and the Dead), filme de 1995 com Leonardo DiCaprio, Russell Crowe e Sharon Stone – que, inclusive, serviu de base para a construção da Ruiva. “O Velho-Oeste geralmente tem fórmulas batidas: o xerife, o mocinho, a motivação pela vingança. Eu quis fugir disso, criar a ideia sobrenatural. E acho que é justamente isso que cativa o público”, conta o roteirista.
E não só leitores. A pistoleira também cativa outros desenhistas pelo país e mundo afora: a Ruiva já ganhou artes exclusivas de diversos artistas, como os brasileiros Roger Cruz (X-Men, Spider-Man, Hulk), Felipe Massafera (que, ao lado de Alan Moore, trabalhou na graphic novel “Light of thy Countenance”) e internacionais Ryan Ottley (Invincible e Amazing Spider-Man), Yanick Paquette (Mulher-Maravilha), entre outros.
Este ano, serão publicadas no Brasil as edições 4, 5 e 6 de Os Poucos e Amaldiçoados e o ArtBook (que Cagno chama momentaneamente de "Cinquenta Tons de Vermelho"), com artes exclusivas de artistas nacionais e internacionais. Além disso, a série vai ganhar um jogo de tabuleiro pela Rock Manor Games, com previsão de lançamento para o começo de 2019.
Imagem de anúncio do jogo de tabuleiro de Os Poucos e Amaldiçoados
Quando questionado sobre a possibilidade da Ruiva ir para as telonas, Cagno responde que sim, mas evita falar mais detalhes por enquanto. Bem, acho que já podemos criar expectativas, não é mesmo?!
Para conhecer mais do universo de Os Poucos e Amaldiçoados – e saber como garantir suas edições – acesse a página oficial no Facebook.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

QUADRINHOS NACIONAIS TAMBÉM CHEGAM AOS CINEMAIS

Há tempos, os grandes estúdios de Hollywood encontraram no universo das histórias em quadrinhos uma verdadeira mina de ouro. O sucesso comercial de "Vingadores: Guerra Infinita" - que em seu final de semana de estreia arrecadou US$ 630 milhões em bilheteria e pode ser o primeiro filme do verão nos EUA a atingir US$ 2 bilhões em vendas de ingressos - confirma o potencial lucrativo das adaptações dessas obras para as telonas. Consolidada nos Estados Unidos, a estratégia começa a ser abraçada pelo cinema brasileiro, que até então tem explorado pouco essa linguagem. As HQs nacionais vêm, cada vez mais, despertando o interesse de diferentes diretores, que estão transpondo essas obras para o audiovisual. 

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Em junho, estreia o thriller "Tungstênio", inspirado na premiada graphic novel homônima de Marcelo Quintanilha. O longa-metragem, que conta com produção da Paranoid e coprodução da Globo Filmes, é dirigido pelo pernambucano Heitor Dhalia, de "O cheiro do ralo" (2006) e "À deriva" (2009). "Conheci o livro por indicação de um amigo meu, que é produtor. Depois, o Marçal Aquino - que assina o roteiro do filme, com Fernando Bonassi - também falou dele para mim. Duas coisas me atraíram: o título forte e a estrutura narrativa complexa, cheia de tensões", revela o cineasta.



A obra segue as histórias entrelaçadas de quatro personagens: o policial Richard (Fabrício Bolivera); sua esposa Keira (Samira Carvalho); o militar aposentado Seu Ney (Zé Dumont); e Caju (Wesley Guimarães), um pequeno traficante. Todas as tramas têm como cenário a cidade Salvador, passando por diferentes regiões da capital baiana, como o Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat e o bairro da Ribeira. 

"O Quintanilha faz, como ninguém, uma crônica muito forte do Brasil profundo. Colocar isso no filmefoi nosso maior desafio, além da parte técnica. Há muita ação, com tiroteio e cenas subaquáticas. Foi complexo conseguir equacionar esses aspectos técnicos, sem perder a continuidade, já que a trama se passa no período de tempo de 12 horas", conta o diretor.

Quintanilha, que reside em Barcelona há mais de 15 anos, conta que já havia sido procurado por outros diretores antes do pernambucano, mas sempre negou as investidas. "Já conhecia e admirava o trabalho do Heitor no cinema. Isso trouxe a segurança necessária para autorizar uma adaptação. O que ele fez ficou muito fiel aos quadrinhos, mais até do que eu imaginava", confessa. 
"Tungstênio", assinado por Marcelo Quintanilha - Crédito: Divulgação


"Quando adapto algo para o cinema, procuro manter a maior fidelidade possível à obra original. Às vezes, é necessário fazer certas modificações, mas em ‘Tungstênio’ fui absolutamente fiel. Filmei tudo com uma lente grande angular, para dar uma estética parecida com a dos quadrinhos. Segui o storyboard, além do recorte narrativo temporal, que vai e volta o tempo inteiro, com flashbacks", explica Heitor

Consumidor ávido de HQs, Dhalia assume que o êxito das produções norte-americanas abriu caminhos para esse tipo de adaptação no mercado nacional. No entanto, ele enfatiza as particularidades do produto brasileiro. "A diferença é que os nossos quadrinhos têm uma veia autoral muito grande. A qualidade dos autores daqui é reconhecida lá fora. É uma das áreas nas quais o Brasil tem maior protagonismo internacional", defende. 

O diretor já avalia adaptar duas outras obras dos quadrinhos para o formato de série de TV. Uma delas é "Tabloide", de L. M. Melite, que conta a saga de uma jornalista investigativa. "A outra ainda não posso revelar, pois ainda estou em negociação", despista. 

Um vingador 'made in Brasil'


Bruno Wainer, fundador e presidente da distribuidora Downtown Filmes (responsável por algumas das maiores bilheterias nacionais), assume que a tendência é seguir os passos de Hollywood. Ao investir na adaptação de "O Doutrinador"HQ do quadrinista Luciano Cunha, o empresário diz que está "apostando em um gênero consagrado em vários países, mas pouco explorado no Brasil". 

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De fato, a distribuidora - assim como a produtora Paris Entretenimento - está investindo alto no projeto. Além de um longa-metragem, orçado em R$ 15 milhões e com estreia prevista para o mês de setembro, a história está sendo transformada em série de TV, que será exibida pelo canal fechado Space, em 2019. Tanto o filme como a série foram criados pelo próprio Luciano Cunha, em parceria com o roteirista Gabriel Wainer. Eles assinam os roteiros ao lado de Mirna Nogueira, LG Bayão, Guilherme Siman, Rodrigo Lage e Denis Nielsen.
"O Doutrinador" nasceu em 2013, seguindo o furor das manifestações políticas - Crédito: Reprodução

O interesse em trabalhar com "O Doutrinador" é compreensível. Depois de bombar nas redes sociais, o quadrinho teve suas três edições impressas esgotadas no Brasil. O sucesso pode ser explicado pela temática. O protagonista da trama é um agente federal, treinado por forças especiais, que tem como missão acabar com a corrupção brasileira aniquilando os maus políticos. O personagem ganhou a internet em 2013, no furor dos protestos que tomaram as ruas do País. 

"A identificação das pessoas sempre foi muito forte e o projeto foi crescendo de uma forma muito natural. É curioso que ideia de virar filme sempre esteve por perto, pois eu sempre recebia algum comentário na rede social. Quase diariamente, alguém postava 'isso tem que virar filme!'. E aí começaram as sondagens por parte de produtores e diretores", conta o desenhista.


Na telona, o ator escolhido para dar vida ao justiceiro foi Kiko Pissolato. Eduardo Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Tuca Andrada, entre outros nomes, estão no elenco. A direção do longa é de Gustavo Bonafé. "O personagem já nasceu polêmico, então, sempre convivi com reações extremadas. Espero que, no fim, as pessoas encarem o filme como uma obra de ficção e entretenimento. 'O Doutrinador' nunca quis ser um tratado de sociologia. É apenas um filme de ação nunca feito no Brasil, simples assim", pondera.


Mônica ganha vida nas telas


Sem dúvidas, não há quadrinhos brasileiros mais conhecidos do que os da "Turma da Mônica". A série criada por Maurício de Sousa em 1959 tem um universo amplo, com diferentes histórias e produtos franqueados. A transposição para outras mídias começou na década de 1960, com animações em preto e branco para a televisão. Nos anos 1980, começaram a ser produzidos longas-metragens de animação e, em 2015, durante a Comic Con Experience, em São Paulo, foi anunciado o primeiro filme live-action.

Produzido pela Quintal Digital e Latino Estúdio, "Turma da Mônica: Laços" é baseada na graphic novelhomônima, assinada pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi. Anunciado no ano passado, o elenco mirim é formado por Giulia Barreto (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Raseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), com direção de Daniel Rezende ("Bingo: O rei das manhãs"). A estreia é prevista para o final deste ano.
Elenco infantil caracterizado para o filme
Elenco infantil caracterizado para o filme "Turma da Mônica: Laços" - Crédito: Divulgação


Para o final de 2019, já está sendo produzido o segundo live-action dos personagens. Esse é uma adaptação da "Turma da Mônica Jovem", série que apresenta os personagens em versões adolescentes, com traços que remetem aos mangás japoneses. O filme é dirigido por Christiano Metri e produzido pela Bossa Nova Filmes. Para Maurício de Sousa, esse é um caminho sem volta. "Muitos podem pensar que demorou demais. Mas eu sempre achei que tudo tem seu tempo de acontecer. Com certeza não vamos parar por aí", assegura o cartunista.

terça-feira, 22 de maio de 2018

CULTURA AFRO NOS QUADRINHOS

CULTURA

Cultura afro em quadrinhos: Marcelo D'Salete é indicado ao prêmio Eisner

O desenhista e professor Marcelo D'salete via a cultura afro representada em músicas, livros e filmes, mas não identificava este tema em histórias em quadrinho. Por isso, resolveu fazer ele mesmo. Abordando a representatividade negra, da infância a sua juventude, o artista foi indicado ao prêmio Einser, o mais importante deste segmento, por seu livro 'Cumbe'.