terça-feira, 17 de outubro de 2017

RESSURGIDOS DOS MORTOS A MARVEL E CAPAZ DE TRÁS DE VOLTA E O FEZ CONFIRA




Jean Greyvoltará dos mortos. Hulk voltou.Charles Xavier está aparecendo em um plano espiritual e em breve Tony Stark deve sair de seu coma. Além disso, um arco chamado “A morte de Jane Foster” sugere que em breve, Odinson voltará a ser digno novamente.
Todo mundo já esperava o retorno desses personagens. Porém, um retorno que ninguém estava esperando, pelo menos não agora, era o do Wolverine. 
“Sim. Logan está de volta dos mortos, disse o editor-chefe da Marvel,Axel Alonso, em entrevista com o ComicBook.com“Depois de três anos sem o Logan no Universo Marvel. Logan está de volta, com as garras de volta e pronto pra ação. Como ele voltou, porque ele voltou e como ele está com essa joia do infinito, fazem parte de uma história fascinante que será revelada em breve e em locais inesperados”. 
O personagem estava morto desde 2014, quando houve o evento “A Morte do Wolverine”. Ele estava sem o seu fator de cura e morreu após ser preso em um monte de adamantium quente, que se solidificou, o matando, isso após ter parado os planos maléficos do Dr. Abraham Cornelius, fundador do programa Arma X.
O herói vai voltar em Marvel Legacy #1, que da o pontapé inicial para a nova iniciativa da editora, que chega às bancas americanas.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

SCOOBY-DOO CONVIDADO ESPECIAL EM SUPERNATURAL


Desde a quarta temporada, os escritores e produtores de Supernatural queriam fazer um episódio completo em animação, porém, quando isso levaria um bom tempo e dinheiro, tornando as coisas mais complicadas. “Temos ideias girando às vezes por anos antes de as usarmos e isso é o benefício de ser uma série longa”, disse o co-showrunner Andrew Dabb ao EW.
Segundo Dabb, o “Roteiro foi finalizado e os garotos gravaram as partes, eu acho, em março desse ano e [o episódio] provavelmente vai ao ar do próximo ano”.
Já sobre o episódio, Dabb ainda disse, “Será um episódio de Supernaturalcom o Scooby-Doo. Não será um episódio de Scooby-Doo com os caras nele. É mais adulto do que o seu episódio normal de Scooby-Doo,” ele continuou, “Scooby é o marco deste ano. O roteiro realmente funciona. Será apenas incrível”.

domingo, 15 de outubro de 2017

NOVELAS QUE A GLOGO QUE ESQUECERQUE FIZERAM NEM FAZER REMAKE



Bang Bang | Babilônia | De Corpo e Alma
Novelas ótimas e outras nem tanto sempre existiram. Em todas as emissoras e todas as épocas. A relação abaixo limita-se às produções da TV Globo a partir da década de 1970 (quando a emissora conquistou a hegemonia nacional) e que sofreram com problemas que vão de rejeição do público (o que acarreta baixa audiência) a desentendimentos nos bastidores. Não trata-se de uma lista das menores audiências. A maioria desses títulos, apesar dos problemas, foram campeões de Ibope em seus horários.
01. “Supermanoela” (1974)
A atriz Marília Pêra – que vivia a protagonista Manoela – se aborreceu tanto com esse trabalho que só aceitou voltar às novelas treze anos depois (“Brega e Chique“, em 1987). A atriz declarou em entrevista: “Depois de estar fazendo a quarta novela (seguida) eu estava cansada. Avisei ao Boni e ao Daniel (Filho) que eu estava estressada. Chegou um momento em que eu não conseguia mais decorar o texto”.
Para diminuir o ritmo de trabalho de Marília, o núcleo dos quatro rapazes vestibulandos da história (vividos por Carlos Vereza, Antônio Pedro, Carlos Alberto Riccelli e Fausto Rocha Jr.) ganhou o foco na trama. Ainda um dissabor extra: os atores Carlos Alberto Riccelli e Carmem Monegal (na época casados) pediram rescisão de contrato por não concordarem com o texto.
Marília Pêra em “Supermanoela” | Francisco Cuoco em “Cuca Legal”
02. “Cuca Legal” (1975)
Os telespectadores torceram o nariz, trocaram de canal e a novela foi encurtada. Oswaldo Loureiro, o diretor, declarou em entrevista à Revista Amiga, em junho de 1975:
“‘Cuca Legal‘ nasceu, cresceu e se perdeu. Uma ideia que tinha tudo para ser abordada da melhor forma possível, acabou se diluindo e prejudicando a consistência da história (…) As condições de que dispúnhamos eram as mais precárias possíveis. (…) A falta de condições de ‘Cuca’ acelerou esse processo de degeneração da novela, tornando-a alvo de críticas à sua monotonia e repetição.
03. “Pecado Rasgado” (1978-1979)
Considerada um mico pelo próprio autor, Silvio de Abreu (era sua estreia na Globo). Ele queria uma coisa e o diretor Régis Cardoso queria outra. O desentendimento foi inevitável. Silvio, então um novato, teve que acatar o diretor e acabou pedindo demissão após esse trabalho. Para o livro “A Seguir Cenas do Próximo Capítulo” (de André Bernardo e Cintia Lopes), Silvio afirmou que “o diretor, além de ficar contra o texto, também fez com que os atores tivessem a mesma opinião.” Em outra oportunidade, ele comentou sobre as dificuldades que passou com a novela:
Foram muitas, a começar pelo estilo que eu estava querendo implantar em novelas, que privilegiava a comédia em detrimento do romance (…) Tudo era muito novo e assustou o conservadorismo da emissora e do público. Para mim, foi uma novela sem graça e desinteressante, que desperdiçou vários talentos e resultou no meu pedido de demissão da Rede Globo, jurando que nunca mais escreveria uma novela. (…) A Globo nunca reclamou da novela, mas eu via que a repercussão era insignificante. (…) Acho que minha falta de experiência, na época, foi a grande responsável por este mico em minha carreira.
Juca de Oliveira e Nádia Lippi em “Pecado Rasgado” | Dina Sfat em “Os Gigantes”
04. “Os Gigantes” (1979)
Tachada de depressiva, a novela se tornou uma das mais polêmicas da história da TV. O clima excessivamente passional provocou o desinteresse no público, a exaustão do autor Lauro César Muniz e a sua demissão. Na biografia “Lauro César Muniz Solta o Verbo” (de Hersch W. Basbaum), ele contou que, para piorar, a atriz Dina Sfat (que vivia a protagonista da trama) tornou notório o descontentamento com a novela e os dois chegaram a romper publicamente. Ele, por sua vez, também deu declarações aos jornais externando sua decepção com os rumos que a novela tomara. Lauro afirmou ainda que sua demissão foi inevitável. Benedito Ruy Barbosa foi então convocado para terminar “Os Gigantes“. Porém, em solidariedade ao amigo Lauro, se negou a concluir a trama, e entregou sua própria carta de demissão (também estava desgostoso com a emissora).
05. “O Amor é Nosso!” (1981)
Guilherme Bryan e Vincent Villari narram no livro “Teletema, a História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira”:
Era uma novela sob medida para a promoção de Fábio Jr, que, além de interpretar o protagonista Pedro – um jovem cantor, carismático e querido pelas mulheres, em busca do sucesso -, também estrelava a abertura e cantava a música-tema, ‘Eu Me Rendo’, de Sérgio Sá (…). E o disco ainda traz a imagem de Fábio na capa (numa época e que isso era incomum), um pôster do ator-cantor e um prospecto: ‘aguardem para julho o novo e sensacional LP de Fábio Jr’. Uma aposta pesada na carreira do astro, que, como sabemos, obteve grande sucesso, mas não por causa dessa novela.
Fábio Jr. foi o protagonista dessa trama (escrita por Roberto Freire e Wilson Aguiar Filho) que confundiu o telespectador, afastando-o e tornando esta outra das produções mais problemáticas da TV. Reza a lenda que a emissora teria apagado todas as fitas da novela, sobrando apenas a abertura e algumas chamadas de estreia. Providencialmente, Walther Negrão foi escalado para dar continuidade à história. Mas restava pouco por fazer.
Fabio Jr. em “O Amor é Nosso!” | Elizabeth Savalla em “De Quina Pra Lua”
06. “De Quina Pra Lua” (1985-1986)
Primeira experiência de Alcides Nogueira como autor-titular, a partir de uma sinopse de Benedito Ruy Barbosa. De acordo com o livro “Memória da Telenovela Brasileira” (de Ismael Fernandes), decepcionante atração das 18 horas, uma história inconsistente e mal conduzida pelo autor, que pecava também pelo elenco mal escalado e irregular. Um escorregão extra: o dramaturgo Aziz Bajuracusou Alcides de plágio, vendo na trama central várias coincidências com sua peça teatral “Velório à Brasileira“.
Alcides Nogueira comentou em entrevista ao blog “Eu Prefiro Melão” (de Vitor de Oliveira):
“(…) o estresse provocado pelo Benedito, que tendo entregado a sinopse a mim, continuava me telefonando todo dia, para reclamar disso e daquilo. Quando cheguei ao capítulo 60, não tive dúvida: fui para o Rio, procurei o Dias Gomes e disse que estava entregando a novela. Houve uma reunião difícil, complicada. (…) Aí, o grande amigo Walther Negrão entrou na jogada. Não para escrever, mas para ficar comigo, com toda a sua experiência. E o Benedito parou de me perturbar. Em tempo: tenho enorme respeito pelo Benê, mas ele estava atravessando uma péssima fase, e não deveria ter feito isso comigo. Acho que ele nem se lembra mais dessa história, e é bom.
07. “De Corpo e Alma” (1992-1993)
A movimentação maior foi chocante e misturou ficção com realidade: a morte da jovem atriz Daniela Perez, filha da autora Glória Perez, assassinada pelo seu colega de elenco Guilherme de Pádua e pela mulher dele, Paula Thomaz, na noite do dia 28/12/1992. Os dois interpretavam um casal romântico da novela: Yasmin e Bira. Mesmo abatida pela tragédia, Glória conduziu a história até o fim e aproveitou para incluir dois assuntos polêmicos na trama relacionados ao crime: a morosidade da Justiça e a inadequação do Código Penal.
O assassinato da atriz também teve repercussão em outros países, como os Estados Unidos (onde foi noticiado pela CNN), Portugal e China. Ao final do primeiro capítulo sem Daniela, os atores e o diretor Fábio Sabag prestaram uma homenagem à atriz com depoimentos gravados, e a história prosseguiu. A saída de Yasmin da novela foi explicada com uma viagem de estudos (a personagem era dançarina). Já o personagem de Guilherme de Pádua simplesmente deixou de existir.
Daniela Perez em “De Corpo e Alma” | Carla Marins em “O Mapa da Mina”
08. “O Mapa da Mina” (1993)
Última novela de Cassiano Gabus Mendes, que a concluiu pouco antes de falecer. Infelizmente não agradou. Para melhorar a audiência, “O Mapa da Mina” sofreu mudanças em sua equipe e na trama. Maria Adelaide Amaral, colaboradora de Cassiano, contou para o livro “Gabus Mendes, Grandes Mestres do Rádio e Televisão” (de Elmo Francfort):
Nesse período, o Cassiano não estava bem de saúde e isso se refletia no seu humor. O final da novela foi antecipado porque não era o sucesso que se esperava (…) Isso não deve tê-lo deixado muito feliz. Mas ele não andava feliz desde que ‘O Mapa da Mina‘ começou.
09. “Vira-lata” (1996)
Falhas no texto e no seguimento da ação dos personagens acabaram cansando o telespectador. “Errei coisas no texto, na escalação e o Jorginho (Fernando, o diretor) errou na mão, apesar de eu admirá-lo muito. Foi uma comunicação ruim“, comentou o autor Carlos Lombardi. Uma superexposição do corpo e um grande troca-troca de casais, em um horário tradicionalmente familiar, chocaram telespectadores pelas cenas apelativas, como as da infidelidade do personagem de Murilo Benício com a empregada diante das próprias filhas, com um certo erotismo vulgar.
Lombardi mudou os rumos do triângulo amoroso central devido ao afastamento temporário de Andréa Beltrão, por problemas de saúde. Para complicar, faltava a Andréa a empatia necessária junto ao público. A saída foi modificar a trama o mais rápido possível para tentar salvá-la do fracasso total. “A novela só subiu quando peguei uma atriz coadjuvante e falei: esta é a mocinha da história”, relembrou o autor citando Carolina Dieckmann. Outro agravante: Glória Menezes, que vivia uma personagem importante, pediu para sair da novela. O jeito foi substituir sua personagem por uma nova, vivida por Susana Vieira.
Andrea Beltrão em “Vira-lata” | Alexandre Borges e Claudia Raia em “As Filhas da Mãe”
10. “As Filhas da Mãe” (2001-2002)
A audiência abaixo do esperado fez com que a novela fosse encurtada. Silvio de Abreu, o autor, comentou:
Eu queria fazer algo mais sofisticado. As pesquisas mostraram que o público não entendia nada da novela. Nem mesmo percebia que era uma comédia. Eles enxergavam como drama. Não sabem o que é Oscar, Hollywood ou transexual, não têm referências, e, mesmo que eu explicasse, continuariam não entendendo. Não há compreensão intelectual, só emocional. Acharam bonita a relação da Ramona (Cláudia Raia) com o Leonardo (Alexandre Borges), mas não entenderam o preconceito dele que impedia o romance!
E justificando a não aceitação do público:
E houve outro problema: a novela competia com programas policiais e, no segundo dia de veiculação, a filha do Silvio Santosfoi sequestrada. O povo não tinha paciência de esperar o ‘Jornal Nacional‘ e migrou para outros canais. Achavam que, mesmo que ficassem uma semana sem assistir à novela, continuariam entendendo, como sempre acontece. Depois, veio a Semana da Pátria, época em que, historicamente, a audiência cai. A terceira semana começou bem, mas aí aconteceu o atentado ao World Trade Center [11 de setembro de 2001]. Quando o telespectador se voltou para a novela, não entendeu nada.
11. “Bang Bang” (2005-2006)
Com uma proposta “diferente e inovadora” de Mário Prata, a novela não cativou o público, o que refletiu-se nos números de Ibope, considerados baixos para o horário. Entre os vários problemas apontados, o principal foi que a obra não era um folhetim tradicional, com vilãs muito más, mocinhas muito boas e romances melados. Com uma história que misturou trama cult, passada no faroeste, com homenagem aos Beatles e animações japonesas, a novela testou uma nova linguagem, com enredo confuso para parte do público.
Em uma pesquisa encomendada pela emissora, as piadas com referências aos anos 1960, os nomes difíceis dos personagens (em inglês) e o ritmo lento da história foram apontados como problemas pelos telespectadores. Com a queda da audiência o público pôde perceber uma diminuição na duração dos capítulos que, dos habituais 55 minutos, passaram para 45. Essa foi uma estratégia da emissora para reduzir o impacto do problema que a trama enfrentou.
Fernanda Lima em “Bang Bang” | Grazi Massafera em “Tempos Modernos”
12. “Tempos Modernos” (2010)
A novela começou com promessas de modernidade (como sugere o título) e ares de inovação em estrutura dramatúrgica, vistos em sequências e diálogos ágeis e em tons irônicos. O autor, Bosco Brasil, propunha uma mistura de futurismo (o edifício Titã, o robô Frank e a figura mecanizada da vilã interpretada por Grazi Massafera) com tons farsescos e quase caricatos (como os personagens do núcleo da Galeria do Rock). Mas a audiência não seguiu a ideia.
Em pouco tempo, os ajustes feitos mudaram substancialmente a novela. Personagens saíram de cena e outros tiveram seus perfis alteradas. O robô Frank foi desligado, deixando de ser o elo entre o mundo atual e o futurista que a trama propunha, e a personagem de Grazi deixou de ser uma figura robótica para ganhar ares mais humanos. O autor também investiu mais no melodrama, visando chamar audiência. Entretanto, pouco resultado surtiu e a novela terminou com um dos menores Ibopes para o horário até então, sendo lembrada até hoje como um problemão para a Globo.
13. “Além do Horizonte” (2013-2014)
Começou com ares de inovação, porém os mistérios (lembrava seriados americanos do gênero) e a subjetividade (a busca da felicidade) afastaram o público, não acostumado com esse tipo de abordagem às sete horas. A chegada do Horário de Verão ainda fez despencar a audiência. Para diminuir o impacto, os autores (Carlos Gregório e Marcos Bernstein) fizeram grandes mudanças na trama. Os mistérios nebulosos foram abandonados e ficou claro para o público do que a história se tratava. Carregou-se no romance, no humor e a novela foi transformada de uma trama de suspense em uma trama policial.
Rodrigo Simas e Christiana Ubach em “Além do Horizonte” | Lázaro Ramos e Murilo Benício em “Geração Brasil”
14. “Geração Brasil” (2014)
Decepcionou-se quem esperava um novo mega sucesso ao estilo de “Cheias de Charme” (2012), dos mesmos autores, Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. A novela estreou com promessa de ações de transmídia, interatividade com o público e repercussão nas redes sociais. Pretensiosa, ao tentar dialogar com o tradicional e variado espectador do horário, falhou ao mirar demasiadamente em tecnologia: arregimentou os mais jovens e antenados, mas desprezou aqueles que não ligam para o assunto. Prometia agradar a todos, mas acabou revelando-se uma “novela de nicho”, centrada demais na tecnologia e no universo corporativo.
A Globo a lançou antes de começar a Copa do Brasil como que para estancar a baixa audiência registrada pela produção anterior, “Além do Horizonte“, e para segurar, durante o período, o novo público que fosse levantar. Mas a novela acabou prejudicada pela Copa e, mais tarde, pelo Horário Político, que alteraram a grade da emissora. A audiência despencou: a média final no Ibope da Grande SP fechou em 19 pontos, a menor da história do horário das sete da Globo. Bem longe dos 30 pontos de “Cheias de Charme“.
15. “Babilônia” (2015)
O menor Ibope em uma novela do prime-time da Globo: média final de 25 pontos na Grande SP. Os autores (Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga) pesaram a mão nas temáticas abordadas, provocando e assustando o público mais tradicional. De cara, sem aviso prévio, um beijo carinhoso e demorado entre as lésbicas vividas por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg. Também violência doméstica e assassinato. Para piorar, políticos da ala conservadora e líderes religiosos demonstraram publicamente repúdio à trama da novela, o que desencadeou uma campanha contra.
Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg em “Babilônia”
O fato é que “Babilônia” foi desvendando um roteiro inconsistente, sem muito apelo. Não havia na trama central um conflito romântico forte ou personagens com os quais o telespectador pudesse se identificar e torcer. Apenas duas vilãs loucas em uma briga de gato e rato e uma mocinha chata. Após uma enxurrada de críticas, os autores se mobilizaram para tentar consertar a novela e conter a queda da audiência. Apurou-se que o responsável pela rejeição não era apenas o beijo entre as duas senhoras, mas também a violência, a decadência de valores familiares, a maldade e imoralidade.
Entretanto as alterações descaracterizaram os perfis de vários personagens. O romance estre as lésbicas praticamente sumiu da história, sem mais beijos. Tanto se mexeu que a novela se transformou em um remendo só, com tramas alinhavadas às pressas e personagens mal costurados e descaracterizados. “Babilônia” foi pretensiosa ao provocar o público e chamar a atenção para temas pesados. Mas isso a afastou do folhetim. Na volta, ao tatear pelo folhetim na esperança de salvação, já era tarde demais.
Que tal engrossar essa lista? A Lei do Amor, Em Família, Guerra dos Sexos (o remake), Negócio da China, Esperança, Suave Veneno, Meu Bem Querer, Pecado Capital (o remake), Pátria Minha, Mico Preto, Brilhante, Sem Lenço Sem Documento…

sábado, 14 de outubro de 2017

SUPERCHOQUE GANHA REVISTA MENSAL

A Milestone Media, empresa que criou o selo Milestone Comics, distribuído pela DC Comics, vai lançar três títulos inéditos e relançar os quadrinhos de Super Choque.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5) por Jim Lee, artista da DC Comics, Reginald Hudlin, o escritor, e Denys Cowan, cofundador da Milestone, durante a New York Comic Con, e divulgado pelo site Comic Book.

Arte conceitual do novo Super Choque, via CBR
Além de Super Choque, que ficou conhecido no Brasil, principalmente, por causa do desenho animado, serão lançadas as HQs inéditas DUO, mini-série de Greg Pak sobre um casal que vive dentro do mesmo corpo, Love Army, mini-série de Reginald Hudlin sobre uma sociedade secreta de mulheres que protegem o planeta Terra, e Earth M, história sobre um novo herói que ainda não foi revelado.
Os títulos vão começar a ser publicados na primavera (segundo trimestre de 2018) do hemisfério norte nos Estados Unidos. Por enquanto, não há informações sobre o lançamento no Brasil.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

PROJETO INOVADOR DE QUADRINHOS DIGITAL CONHEÇA AGORA LENDO A MATÉRIA

“Protanopia” é um quadrinho multiação, animado e que o próprio leitor controla a partir de tablets e celulares. Aplicativo é gratuito.


“Protanopia” é o nome de um revolucionário projeto de quadrinhos digitais criado por Andre Bergs, um diretor de Bangkok, na Tailândia, que nos últimos seis meses se debruçou sobre o mundo dos quadrinhos e produziu um experimento que pode revolucionar a área.
Especializado em storytelling, Bergs combinou elementos de animação nos formatos 3D e 2D  em tempo real para criar um quadrinhos multiação, animado e que o próprio leitor controla com as mãos. O estilo é único e o tema dessa primeira experimentação é uma curta, fantasiosa e bem-humorada história sobre estratégia militar. O cenário é o episódio do “Dia-D” (1944), na Segunda Guerra Mundial, quando as tropas aliadas desembarcaram na Normandia. Prestes a desembarcar em uma praia da região, um dos soldados tem o que parece ser uma ideia genial para que ele e seus colegas soldados se tornem imperceptíveis aos olhos inimigos. A estratégia, contudo, acaba não funcionando exatamente como ele esperava.
O trabalho de Bergs tem sido muito bem recebido pela área da tecnologia e entre o grande público. O site Techristic sublinhou que “Protanopia é muito diferente de tudo o que se conhece e pode dar nova vida a uma indústria que, se não está fracassando, também não tem inovado muito”. Na App Store, a loja de aplicativos da Apple, onde “Protanopia” está disponível para download, há 120 avaliações, todas 5 estrelas, o número máximo da avaliação.
Por enquanto, “Protanopia” está disponível gratuitamente, mas apenas na App Store, ou seja, apenas usuários de iPhones e iPads podem conferir o aplicativo. Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.
No Brasil, a área de história (não-ficção), também tem experimentado o universo dos livros digitais. É o caso do projeto “História Ilustrada”, da Unicamp, que foi tema de uma conferência no último Simpósio Nacional de História da Anpuh, realizado em Brasília em julho de 2017. O Café História esteve presente na conferência. Saiba o que rolou por lá aqui.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

NOTICIA QUE PODE ACABAR COM SUA INFÂNCIA MAS É VERDADE


1. He-Man foi criado para vender bonequinhos encalhados do ConanNo anos 80, a Mattel adquiriu os direitos de produzir bonecos do filme Conan, O Bárbaro. Mas o produto encalhou: os pais acharam a história muito violenta. Para não ficar no preju, a empresa inventou a linha de bonecos Mestres do Universo, trocando a cabeça de Conan pela de He-Man e outros personagens. (É por isso que todos eram tão bombados: Conan foi interpretado por Arnold Schwarzenegger!). A empresa então desenvolveu o universo do herói, criou uniformes, armas e mais personagens. Depois, para turbinar a vendas, encomendou à Filmation Studios uma animação, que teve 130 episódios, exibidos entre 1983 e 1985.

(Denis Freitas/Mundo Estranho)
2. Lula Molusco é, na verdade, um polvoO próprio criador de Bob Esponja, Stephen Hillenburg, confirmou a real natureza do personagem. Os outros tentáculos só não foram desenhados para não sobrecarregar seu visual. Mas um deles está lá e você não notou: nos polvos, o tentáculo central (hectótilo) age como aparelho reprodutor. Aquele nariz talvez não seja um nariz…

(Denis Freitas/Mundo Estranho)
3. Barbie foi inspirada numa boneca inflávelA primeira edição da Barbie, lançada em 1959, foi baseada em uma boneca erótica alemã, a Bild Lilli Doll. A semelhança era tanta que a fabricante Mattel precisou pagar indenizações.

(Denis Freitas/Mundo Estranho)
4. No livro original, Pinóquio mata o Grilo FalanteNa obra de Carlo Collodi, Pinóquio é um péssimo filho. Ele foge assim que aprende a andar e deixa Gepeto ser preso pela polícia, por abuso infantil. O Grilo Falante tenta avisar que a desobediência é perigosa, mas o menino mata o inseto a pauladas! A previsão do Grilo se concretiza e o boneco chega a ser enforcado por uma raposa e um gato, a caminho do teatro de marionetes, mas consegue sobreviver.

(Denis Freitas/Mundo Estranho)
5. A Nintendo ajudou a criar o PlayStationNo fim dos anos 80, a Nintendo queria criar um Super Nintendo que rodasse CDs. Então fez um acordo com a Sony, especialista em tocadores de CD. Mas a parceira se deu conta de que podia ganhar muita grana nessa área e começou a projetar seu próprio console por baixo dos panos, usando o que aprendia com a empresa do Super Mario. O SuperFamicon-CD não saiu do papel, o PlayStation sim e a hegemonia da Nintendo ruiu.